Natação para cães ajuda a gastar energia, diminui os impactos nas articulações e alivia o stress

Atividades na piscina para os pets podem ser alternativa para combater o sedentarismo e a obesidade, além de melhorar a saúde muscular e mental dos animais


O isolamento social como medida de segurança para o Covid-19 atingiu tanto os tutores, quanto os seus pets. Se por um lado, alguns animais passaram a ficar mais tempo com seus amigos e a experiência foi muito positiva, por outro, a rotina de passeios e exercícios foi reduzida, contribuindo para o sedentarismo e aumento de stress pelo acúmulo de energia. Entretanto, desde que se evite aglomerações e respeite as normas estabelecidas pelos órgãos de saúde responsáveis, é possível praticar atividades como a natação, comprovadamente benéfica para cães de diversas raças e portes.


Nos dias quentes de verão, em que a oportunidade de se refrescar em uma piscina garante o bem-estar do animal, os benefícios da natação vão muito além disso. Exceto para cães debilitados, cardíacos e com problemas de pele, a atividade ajuda a gastar energia, diminui os impactos nas articulações e ligamentos, e ainda, permite aliviar o stress, proveniente dos meses de confinamento. Oferecida pelo Clube de Cãompo, um hotel fazenda para cães, localizado na cidade de Itu, no interior de São Paulo, a atividade acontece sob os cuidados de profissionais especializados.


Para quem gosta da ideia da piscina, mas tem algum receio, o veterinário e proprietário do Clube de Cãompo, Aldo Macellaro Jr, esclare em relação à higiene: "Temos um cuidado especial com as piscinas e utilizamos uma luz ultravioleta para reduzir o uso do cloro na água. Contamos ainda com um filtro específico para coletar os pelos dos animais".


No hotel fazenda para cães, existem monitores devidamente preparados e treinados para ensinar os animais a nadar. Macellaro Júnior afirma que os pets devem entrar na piscina, aos poucos, sem forçá-los. "No treinamento, fazemos com que eles se acostumem com a água, levando-os para perto da borda, molhando o focinho e o corpo. Tudo é feito com muita calma para evitar traumas", conta.


"Depois, quando sentirem-se mais seguros, colocamos uma boia própria para cães e os levamos para dentro da piscina. No início, a tendência é que eles mexam apenas as patas dianteiras e afundem as de trás", completa. Para que os animais fiquem mais confiantes e seguros, os monitores usam brinquedos, como bolinhas. Assim, o treinamento pode ficar mais divertido.


No entanto, é preciso ficar atento: nem todos os animais sabem ou podem nadar. Certas raças, como o pug e o boxer, que têm o focinho achatado e cabeça mais curta, têm dificuldade para respirar devido ao formato do corpo. Já outras como golden retriever, labrador e border collie adoram água e nadam com facilidade.


Para tornar essa atividade ainda mais saudável e divertida, os bichos devem estar com a vacinação e a vermifugação em dia.


Atenção constante

O médico veterinário informa que o cão nunca fica sozinho na piscina, mesmo que ele saiba nadar. É comum o uso de uma coleira peitoral para ter mais controle sobre os movimentos do animal. A piscina possui uma escada de fácil acesso para que o pet consiga sair sozinho.


Cuidados pós-piscina

As orelhas dos cães são bastante sensíveis e exigem atenção redobrada. A umidade, aliado ao calor, pode favorecer a proliferação de fungos e bactérias no canal auditivo dos cães. Por isso, os ouvidos do animal são sempre bem secos com algodão ou gaze.


Outro cuidado é a ducha de água doce para retirar o cloro, o que evita alergias. Feito isso, o animal é bem seco para não deixar a pele e os pelos úmidos.


Serviço

O Clube de Cãompo fica na Rodovia SP 300 (Dom Gabriel Paulino Bueno Couto), km 95 - Itu/SP. Mais informações pelos telefones (11) 4022-5277 ou no site.

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